CLICK HERE FOR FREE BLOGGER TEMPLATES, LINK BUTTONS AND MORE! »

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Existem rapazes perfeitos

( Muitas raparigas sonham em conhecer o rapaz perfeito. Todas nós já fizemos listas mentais de todos os parâmetros que o  futuro amor da nossa vida deveria cumprir. Eu fiz. E encontrei. 

Encontrei alguns que correspondiam a tudo aquilo que poderia imaginar. Bons cursos, bonitos, divertidos e inteligentes. Era tamanha a perfeição que à minha frente não via já a pessoa real mas a pessoa por mim idealizada. 

Aos poucos e poucos fui-me apercebendo de pequenos detalhes que pareciam escapar à tal perfeição: 
 "ele nunca pergunta nada acerca da minha vida...mas que se lixe, eu prefiro ouvir que falar.." ; "ele nunca me pagou nem um único café...que estranho, mas que se lixe, isso são ideias feministas"; "tirei boa nota e ele não deu importância nenhuma..oh, mas também ele devia estar ocupado"; "ele passou o dia todo sem mandar mensagens..oh, mas disse que estava entretido com os amigos..". 
Não foi preciso muito tempo até o encantamento se quebrar e perceber que afinal não bastava cumprir os parâmetros. Era preciso haver sintonia, espontaneidade e não forçar algo que nunca existiu.

Um dia conheci alguém que fugia a todos os parâmetros. Na noite que o conheci usava um piercing, estava vestido à guna, era de uma aldeia transmontana e ainda não tinha acabado o curso. Nunca na minha vida iria ter nada com ele...pensei eu. 

Pois...passado algum tempo vim a descobrir que ele já não usava o piercing, que a roupa à guna tinha sido apenas durante a queima das fitas e que fora isso era um betinho (confessa-te!!), que o facto de ser de uma aldeia o tornou ainda mais interessante que não só acabou o curso como lia Dostoiévski, Kafka e Orwell. 

Toda a perfeição que eu procurava existia de facto mas estava camuflada. Isso impediu que eu construísse uma ideia surreal do que ele era. 

Existem rapazes perfeitos, acreditem. Não estão é com um rótulo na testa. Estão escondidos e toda a tarefa de descobrir essa perfeição tem um nome...chama-se  a esse processo "apaixonar" )
:)





quinta-feira, 2 de maio de 2013

Relativizar os problemas

Existem três tipos de pessoas: as que minimizam ao máximo os seus problemas, as que fazem um drama por tudo e por nada e por fim, as que oscilam entre um e outro tipo consoante a fase da vida (sou eu o exemplo).

Há dias em que quando algo de menos bom acontece penso sempre: "o importante é ter saúde; pior pior estão as pessoas que estão desempregadas, pior pior estão as criancinhas que passam fome em África". Encaro corajosamente os problemas, não dramatizo e tento seguir a minha vida sempre com um sorriso nos lábios. 

Contudo, há outros dias em que o simples facto de não saber o que vestir para uma festa é um autêntico drama. Ou aqueles dias em que aquele professor foi mais azedo conosco o que nos deixou quase a chorar. Ou aqueles dias em que o teu namorado te mandou mensagens menos queridas o que te deixa capaz de fazer constantes dramas sobre o facto dele já não gostar de ti. 

Mas, mal por mal, prefiro oscilar entre ambos os estados do que pertencer apenas um extremo. Não acho que seja saudável acharmos que os nossos problemas nunca são suficientemente importantes ao lado dos outros e guardá-los todos para nós. Também não acho saudável aquelas pessoas que constantemente pintam um cenário negro por coisas insignificantes. 

Há que atingir o equilíbrio e isso consegue-se atingir contando tudo aos nossos amigos. Eles, estando de fora da situação, saberão avaliar de facto se o que julgamos ser ou não um problema é válido ou não. 


segunda-feira, 29 de abril de 2013

As bitches da minha vida

Como gosto de ver sempre o lado positivo das coisas, quero acreditar que é "saudável" ter uma bitch na nossa vida. 

Durante muito tempo estive sempre rodeada por boas pessoas: honestas, civilizadas e com boas intenções. Cheguei a uma fase da minha vida em que achava que o mundo era cor-de-rosa, em que achava que as pessoas não eram más mas sim "menos boazinhas". Enfim, era uma atada. 

De repente, apareceu a primeira "bitch" na minha vida. No início, como não via maldade em ninguém, dei-lhe uma oportunidade e dizia a toda a gente: "ooh..eu sei que ninguém gosta dela mas até tem sido simpática comigo e estamo-nos a dar mesmo bem". Pois, pois... depois de uns meses, comecei a perceber que alguma coisa nela não me soava bem, e aos poucos e poucos fui-me apercebendo do quão reles ela era. Contudo,  mesmo tendo ela me feito coisas graves (como roubar) , na altura não tinha "tomates" para a enfrentar. Fugi de mansinho e nunca mais a encarei. 

Há algum tempo atrás apareceu a segunda grande "bitch" na minha vida. Mais uma vez, sabia que a pessoa em questão não era dada à educação mas como tinha que conviver obrigatoriamente com ela fingia ignorar as conversas dela ao telemóvel pautadas por "a piii piii put* pii fod*-se, vai pro cara**, tens a ** da mania".
Até que um dia, a má educação dela me atingiu diretamente através de mensagens. 

Respirei fundo e senti que algo em mim tinha mudado. Percebi que tinha que ter confiança em mim, que não podia rebaixar-me perante pessoas sem qualquer caráter e educação. Percebi que ao longo da nossa vida muitos vão ser aqueles que, por pura maldade, nos vão tentar deitar abaixo e que se deixarmos, perdemos toda a credibilidade. E foi assim que,com educação, com um discurso frio e certeiro, consegui desarmar completamente a dita cuja que ingenuamente pensou que eu iria alinhar com ela numa batalha tipo peixeira do mercado do bolhão.

E por isso, aqui fica um agradecimento público, às bitches da minha vida, que me ajudaram a tornar uma pessoa mais forte e confiante. 







quarta-feira, 24 de abril de 2013

"França aprovou casamento Gay"

Vejo na televisão, os confrontos em Paris e fico incrédula. Incrédula porque é-me completamente impossível imaginar, quem se dá ao trabalho de sair de casa e andar à porrada com a polícia por uma decisão que não lhes afeta minimamente a vida. 

Pensava eu, inocentemente, que o preconceito já tinha passado a sua fase negra. Pelos vistos estou enganada. E deixa-me profundamente incomodada viver numa sociedade retrógada onde ainda não aceitaram que existe naturalmente quem goste de pessoas do mesmo sexo. Não se escolhe, acontece. 

Eu pergunto aos homofóbicos: o que é que os que vocês auto-intitulam de "paneleiros" e "fufas" vos vão influenciar a vida? Nada. Rigorosamente nada. 

Custa olhar para um casal de mão dada? Custa ver uma troca de beijos pública? Talvez no início seja estranho, é certo, mas não há muito tempo atrás, uma mulher divorciada era igualmente olhada de lado por todos. 

Resta-nos esperar que o tempo trate de formatar as próximas gerações no sentido da  igualdade. Quantos às gerações passadas, acredito que pouco haja a fazer. 


sábado, 20 de abril de 2013

I love Porto

O céu está azul tão azul! Cheira a primavera, aquele cheiro adocicado e fresco que entra direto pelo nosso nariz em direção ao nosso cérebro despoletando uma vaga de boa disposição.
Ouvem-se os passarinhos a cantar numa luta cruel contra o sonoro burburinho da cidade. 
A temperatura está ideal. Sente-se aquele calor bom, como se o sol nos estivesse a fazer festinhas na cara. 
As pessoas circulam já não com um ar carrancudo, carregadas de roupa e de guarda-chuvas destruídos, mas sim, com calções e t-shirts coloridas. 
Há cafés e esplanadas por todo o lado, cheias de vida, com comida da boa. 

Eu, observo os turistas que passam por mim com uma ponta de orgulho. Olho para aquela quantidade enorme de turistas alemães e não resisto a pensar "fazem de nós uns pobretanas sem futuro, mas quem dera a vocês viverem num país como o nosso!". 

Depois de ter viajado por quase toda a Europa, nenhuma, mas mesmo nenhuma cidade conseguiu superar a cidade do Porto. Não houve nenhuma cidade que conseguisse reunir todas as características que o Porto reúne: bom clima, boa comida (as saudades que tive da comida!), pessoas simpáticas, bons preços, uma oferta cultural bastante razoável e segurança. 

Por isso é que às vezes me revolta o estado em que o País chegou. Portugal tem tudo para ser um país de sonho e no entanto, não soube aproveitar o que de melhor tem. Caramba! Portugal foi o país que se lançou aos mares à descoberta do desconhecido enquanto os outros viviam no medo e na ignorância...e agora, ajoelha-se perante uma Europa pedindo esmola numa vã tentativa de se erguer de novo. 





sábado, 13 de abril de 2013

Ser hipocondríaca e...


frequentar um curso da área da saúde é uma autêntica tortura psicológica.

Enquanto andava entretida com as quimicas ( <3 ) e com as biologias (blhec!) vivia alegremente na ignorância, sem saber o que raio acontecia no nosso organismo.

Tudo piorou quando entraram em cena as cadeiras de fisiologia e farmacologia que me começaram a apresentar o "maravilhoso" mundo das doenças. Depois vieram outras tantas que vieram despertar em mim todo um estado de alerta perante a mínima coisa. 

Na hematologia, olhava para mim no espelho para ver se estava pálida. Sentia-me na altura cansada e fraca. Na minha cabeça tinha já uma anemia. 
Na bacteriologia corri para o centro de saúde para tomar a vacina do tétano (1 mês antes do previsto) com medo que se me desse um ataque de espasmos. 
Na parasitologia obriguei a minha mãe a cozinhar os bifes quase até esturricarem porque na minha cabeça só via ali parasitas capazes de destruírem o meu sistema intestinal.
Na dermatologia, olhava constantemente para minha pele achando-a tremendamente seca e foi um tal passar creme durante os dias que antecederam o exame. 
Para melhorar ainda, segue-se a toxicologia onde aprendemos que um simples paracetamol tem a capacidade de nos destruir o fígado.

Este fim-de-semana tem sido passado a estudar a diabetes...e adivinhem?

De repente deram-me constantes ataques de sede e uma fome devoradora. 

Mas, apesar de tudo, não trocava o meu curso por nenhum. Nem o meu curso, nem as pessoas que com ele o partilho ;)

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Ser o melhor vs Ser mediano

Muita gente não sabe da ingratidão que é "ser o melhor". "Ser o melhor" implica traçares objetivos e atingi-los. Uma vez atingidos, eleva-se a fasquia e tenta-se alcançar mais e mais. É uma escalada sem fim . 

Ser "mediano" é não ter objetivos traçados: o que acontecer acontece. Não há qualquer tipo de pressão nem ambição. É uma vida ingenuamente fácil e simples. 

Para os "melhores" um sucesso é irrelevante: 
- "o Y teve alta nota! Oh, mas também dele não se esperava outra coisa..."- comentam os outros encolhendo os ombros.
 Um insucesso, é por sua vez exacerbado ao máximo:
-  "Viste a nota do Y??? o que se terá passado?? não parece nada dele!!" - cochicham as pessoas entre si. 

Um mediano não tem esse tipo de pressão em cima. Um insucesso é desvalorizado. Um sucesso é por todos aplaudido. 

Quero acreditar que "ser o melhor" ainda compensa. Pode não haver emprego, pode o mercado de trabalho estar pela hora da morte...mas pelo menos enquanto tivermos objetivos e ambição de ser mais e melhor nada está perdido. Pelo menos, fora de Portugal não está.