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terça-feira, 28 de maio de 2013

O que corre sempre mal mesmo quando corre bem...

Já várias vezes assisti à mesma cena e já várias vezes vivi eu própria a mesma cena. E que cena é essa?

Aquela cena em que ouvimos alguém se lamentar constantemente de algo que lhe corre mal. Aquela cena em que a pessoa comenta "demorei imenso a chegar porque apanho sempre os semáforos vermelhos.." ou "já sabia que me ia calhar o pior tema do trabalho...calha-me sempre o pior!", ou "já sabia que me ia calhar os restos da comida da cantina...nunca apanho a comida fresca!". E por aí fora...

A verdade é que nós formatamos tanto o nosso cérebro para algo que supostamente nos corre sempre mal que, quando corre bem, não damos por isso. Ou se corre bem é porque foi apenas uma  feliz coincidência que não se voltará a repetir. Por outro lado, quando corre mesmo mal, fazemos questão de gritar ao mundo "eu bem vos disse que apanho sempre os semáforos vermelhos/pior tema do trabalho/restos da cantina!" quase que felizes por mostrarmos a todos que somos de facto uns pobres coitados. 

E se há algo que me diverte é apontar o dedo - no bom sentido- a essas pessoas "olha..hoje até apanhaste a melhor coxa do frango..!" ou "olha, hoje apanhaste quase todos os semáforos verdes...". Na maior parte dos casos segue-se o famoso encolher de ombros e a resposta "oh, foi sorte..".








terça-feira, 21 de maio de 2013

Existem músicas

Existem músicas que te marcam.
Existem músicas que já te fizeram sorrir ontem e que hoje te fazem chorar.
Existem músicas que te arrepiam com as lembranças que te trazem.
Existem músicas que te recusas voltar a ouvir.
Existem músicas que te forças a ouvir para sentires pena de ti própria e assim poderes chorar à vontade.

Existem músicas que ontem te fizeram sorrir e que hoje te fazem chorar,
e a melhor sensação de todas é dares por ti,
a ouvir a música que ontem te fez chorar,
e que hoje te faz sorrir.

..."People are strange"...

;)


quarta-feira, 15 de maio de 2013

Existem rapazes perfeitos

( Muitas raparigas sonham em conhecer o rapaz perfeito. Todas nós já fizemos listas mentais de todos os parâmetros que o  futuro amor da nossa vida deveria cumprir. Eu fiz. E encontrei. 

Encontrei alguns que correspondiam a tudo aquilo que poderia imaginar. Bons cursos, bonitos, divertidos e inteligentes. Era tamanha a perfeição que à minha frente não via já a pessoa real mas a pessoa por mim idealizada. 

Aos poucos e poucos fui-me apercebendo de pequenos detalhes que pareciam escapar à tal perfeição: 
 "ele nunca pergunta nada acerca da minha vida...mas que se lixe, eu prefiro ouvir que falar.." ; "ele nunca me pagou nem um único café...que estranho, mas que se lixe, isso são ideias feministas"; "tirei boa nota e ele não deu importância nenhuma..oh, mas também ele devia estar ocupado"; "ele passou o dia todo sem mandar mensagens..oh, mas disse que estava entretido com os amigos..". 
Não foi preciso muito tempo até o encantamento se quebrar e perceber que afinal não bastava cumprir os parâmetros. Era preciso haver sintonia, espontaneidade e não forçar algo que nunca existiu.

Um dia conheci alguém que fugia a todos os parâmetros. Na noite que o conheci usava um piercing, estava vestido à guna, era de uma aldeia transmontana e ainda não tinha acabado o curso. Nunca na minha vida iria ter nada com ele...pensei eu. 

Pois...passado algum tempo vim a descobrir que ele já não usava o piercing, que a roupa à guna tinha sido apenas durante a queima das fitas e que fora isso era um betinho (confessa-te!!), que o facto de ser de uma aldeia o tornou ainda mais interessante que não só acabou o curso como lia Dostoiévski, Kafka e Orwell. 

Toda a perfeição que eu procurava existia de facto mas estava camuflada. Isso impediu que eu construísse uma ideia surreal do que ele era. 

Existem rapazes perfeitos, acreditem. Não estão é com um rótulo na testa. Estão escondidos e toda a tarefa de descobrir essa perfeição tem um nome...chama-se  a esse processo "apaixonar" )
:)





quinta-feira, 2 de maio de 2013

Relativizar os problemas

Existem três tipos de pessoas: as que minimizam ao máximo os seus problemas, as que fazem um drama por tudo e por nada e por fim, as que oscilam entre um e outro tipo consoante a fase da vida (sou eu o exemplo).

Há dias em que quando algo de menos bom acontece penso sempre: "o importante é ter saúde; pior pior estão as pessoas que estão desempregadas, pior pior estão as criancinhas que passam fome em África". Encaro corajosamente os problemas, não dramatizo e tento seguir a minha vida sempre com um sorriso nos lábios. 

Contudo, há outros dias em que o simples facto de não saber o que vestir para uma festa é um autêntico drama. Ou aqueles dias em que aquele professor foi mais azedo conosco o que nos deixou quase a chorar. Ou aqueles dias em que o teu namorado te mandou mensagens menos queridas o que te deixa capaz de fazer constantes dramas sobre o facto dele já não gostar de ti. 

Mas, mal por mal, prefiro oscilar entre ambos os estados do que pertencer apenas um extremo. Não acho que seja saudável acharmos que os nossos problemas nunca são suficientemente importantes ao lado dos outros e guardá-los todos para nós. Também não acho saudável aquelas pessoas que constantemente pintam um cenário negro por coisas insignificantes. 

Há que atingir o equilíbrio e isso consegue-se atingir contando tudo aos nossos amigos. Eles, estando de fora da situação, saberão avaliar de facto se o que julgamos ser ou não um problema é válido ou não.