Existem três tipos de pessoas: as que minimizam ao máximo os seus problemas, as que fazem um drama por tudo e por nada e por fim, as que oscilam entre um e outro tipo consoante a fase da vida (sou eu o exemplo).
Há dias em que quando algo de menos bom acontece penso sempre: "o importante é ter saúde; pior pior estão as pessoas que estão desempregadas, pior pior estão as criancinhas que passam fome em África". Encaro corajosamente os problemas, não dramatizo e tento seguir a minha vida sempre com um sorriso nos lábios.
Contudo, há outros dias em que o simples facto de não saber o que vestir para uma festa é um autêntico drama. Ou aqueles dias em que aquele professor foi mais azedo conosco o que nos deixou quase a chorar. Ou aqueles dias em que o teu namorado te mandou mensagens menos queridas o que te deixa capaz de fazer constantes dramas sobre o facto dele já não gostar de ti.
Mas, mal por mal, prefiro oscilar entre ambos os estados do que pertencer apenas um extremo. Não acho que seja saudável acharmos que os nossos problemas nunca são suficientemente importantes ao lado dos outros e guardá-los todos para nós. Também não acho saudável aquelas pessoas que constantemente pintam um cenário negro por coisas insignificantes.
Há que atingir o equilíbrio e isso consegue-se atingir contando tudo aos nossos amigos. Eles, estando de fora da situação, saberão avaliar de facto se o que julgamos ser ou não um problema é válido ou não.

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