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sexta-feira, 5 de julho de 2013

Circo em direto

Neste momento, sinto-me envergonhada. Tão envergonhada que só me apetece olhar e assobiar para o lado fingindo que não é nada comigo. 

O que temos vindo a asssistir é uma fantochada tão grande que por todos é motivo de chacota. Todos os dias as redes sociais são palco de videos/músicas/piadolas sobre o suposto "divórcio" Passos Coelho vs Portas. Ora avança ora recua, ora dá-me mais poder ora vai-te embora, ora põe lá mais ministros meus ora tira... É um autêntico divórcio em direto em que todos os portugueses se fazem passar por conselheiros matrimoniais tentando tudo por tudo que o casamento vá em frente, pelo menos até a criança ter idade para crescer sem problemas (Portugal). 

Esses mesmos Portugueses, que até à bem pouco tempo, enchiam as ruas de manifestações e greves são os mesmos que, tendo tido um ligeiro vislumbre da situação caótica em que o país pode ficar sem governo, rapidamente se encolheram e agora sim, apelam a toda a força que eles se entendam. 

Toda a gente percebeu agora que, eleições antecipadas seria uma catástrofe. Toda a gente percebeu que não se brinca às demissões. Toda a gente percebeu que o "está na hora, está na hora, está na hora do governo ir embora" tão apregoado pelos sindicalistas pode significar um precipício em direção à Grécia.

Claro que ninguém gosta do governo, claro que ninguém fica indiferente às medidas de austeridade. Mas olhando à nossa volta não há melhor. O governo tem-nos lixado a vida é certo, mas quais as soluções? O tal de Seguro que de seguro não tem nada? 

É preciso ter calma. Deixar que pelo menos se cumpra o estabelecido pela Troika e esperar, esperar que surja alguma alma iluminada que se chegue à frente e tome as rédeas do país. 



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