Tenho assistido, nos últimos tempos, a uma nova corrente em crescimento: a "fofização massiva".
De repente, passou ser moda dizer "adoro/amo" sobre tudo e mais alguma coisa. Tanto dizem que "amam" um par de chinelos como dizem que "amam" o namorado ou o gato da vizinha. De repente, comecei a ver corações em todo o lado: é <3 na foto da carteira ali da feira de Carcavelos, é <3 do bolo de chocolate da padaria da esquina, é o <3 no hamburguer do McDonalds entre outras coisas extremamente valiosas.
E depois, a nova onda de chamar "baby, bby, love, querida, linda" a tudo e todos. Eu trato as minhas amigas ou pelo nome próprio ou pelo apelido (mesmo à javarda nortenha) e não é por isso que gosto menos delas (aliás, acredito que se a algumas chamasse de "baby" o mais certo era levar com uma resposta torta tipo "-baby o carago!").
Esta banalização do "amo/adoro" tira todo o sentido poderoso que essas palavras encerram. Eu cá prefiro guardá-las para os momentos certos porque aí sim terão o seu verdadeiro significado.

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