CLICK HERE FOR FREE BLOGGER TEMPLATES, LINK BUTTONS AND MORE! »

sábado, 21 de setembro de 2013

A moda da "fofização"

Tenho assistido, nos últimos tempos, a uma nova corrente em crescimento: a "fofização massiva". 

De repente, passou ser moda dizer "adoro/amo" sobre tudo e mais alguma coisa. Tanto dizem que "amam" um par de chinelos como dizem que "amam" o namorado ou o gato da vizinha. De repente, comecei a ver corações em todo o lado: é <3 na foto da carteira ali da feira de Carcavelos, é <3 do bolo de chocolate da padaria da esquina, é o <3 no hamburguer do McDonalds entre outras coisas extremamente valiosas.



E depois, a nova onda de chamar "baby, bby, love, querida, linda" a tudo e todos. Eu trato as minhas amigas ou pelo nome próprio ou pelo apelido (mesmo à javarda nortenha) e não é por isso que gosto menos delas (aliás, acredito que se a algumas chamasse de "baby" o mais certo era levar com uma resposta torta tipo "-baby o carago!"). 


Esta banalização do "amo/adoro" tira todo o sentido poderoso que essas palavras encerram. Eu cá prefiro guardá-las para os momentos certos porque aí sim terão o seu verdadeiro significado.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Falta de talentos

Um dos meus maiores desgostos é não ter qualquer talento. A minha vida foi desde cedo pautada por sucessivos falhanços na minha vã tentativa de desenvolver algum talento. Música, coro, natação, dança...em nada consegui chegar ao topo...aliás, nem a mediana cheguei. Não sei se tal se deveu a falta de talento ou pura e simplesmente a falta de empenho.

Optei por me dedicar em exclusivo aos estudos porque cheguei à conclusão que era uma área em que pelo menos tinha sucesso e na qual me conseguia distinguir.

Pensei que o meu talento estava descoberto. Até ao dia em que me deparei com pessoas que conseguiam aliar na perfeição os estudos com outras atividades. Ora andavam nos escuteiros,ora andavam nas artes, ou faziam voluntariado, ou cantavam no coro da igreja ou faziam surf.. A minha vida ao lado daquela gente era vergonhosamente monótona. 

A gota d'água foi quando descobri que uma das maiores atadinhas e nerdiznhas que conheço, tocava orgão na missa e dava catequese. Ou a minha amiga Y que no meio das suas múltiplas atividades na faculdade ainda participava num curso de horticultura. 

Senti-me uma nulidade para a sociedade naquele momento. E sim, de repente, quase corri para me inscrever nas dança de salão, ou no karaté, ou num curso de costura e bordados, ou num curso de identificar cogumelos ou num curso de japonês... no fundo, senti uma necessidade louca de fazer algo de diferente que me diferenciasse e me tornasse mais interessante. 

E por isso, é que, asssumo aqui, o compromisso de que em setembro, (depois de aproveitar bem as férias), darei início ao um novo "eu". Não sei em que raio me vou meter, mas,nem que seja dançar rancho na associação recreativa da terrinha...eu vou fazer algo de diferente!




sexta-feira, 5 de julho de 2013

As minhas leis

Eu, como defensora assumida do "viver a vida ao máximo" deixo aqui as "leis" da doutrina por mim defendida. É isto que eu sigo, é isto que até hoje me tem feito feliz e realizada. Ora então:

- A vida é demasiado curta para idealizar uma viagem com anos de antecedência: vê viagens baratas, compra e vai.

- Não estejas à espera do melhor momento para viajar. Nunca vai haver o "melhor momento". Caso tenhas dinheiro e companhia (uma pessoa chega) manda-te pra fora.

- A vida é demasiado curta para remoer histórias do passado. Aquela amiga foi uma bitch contigo na Era dos Dinossauros e agora não há dia em que não fales mal dela? Nada disso. Segue em frente, cumprimenta educadamente essa tua ex amiga e porque não manteres uma conversa cordial?

- A vida é demasiado curta para viveres presa a rapazes que não te merecem. "ai, que ele é tão lindo só tem o defeito de ser ciumento/ser pouco inteligente/andar com más companhias/ser agressivo comigo/nunca me dar atenção..." Deixa-te disso. Há muito bom homem por aí à espera de uma miúda como tu.

- A vida é demasiado curta para cozinhar. Faz tostas mistas ou come cereais.

- A vida é demasiado curta para passar apontamentos a limpo e fazer resumos todos bonitinhos. Nada disso. Estuda sem essas merdinhas que poupas muito tempo.

-A vida é demasiado curta para estares rodeada de "amigas" que não te dizem nada. Seleciona amizades e canaliza a tua energia para essas pessoas.

- A vida é demasiado curta para tornares a vida dos teus pais um inferno. Deixa-te de birras, trata-os bem e, enquanto não ganhares para ti evita pedir-lhes coisas como se fosse natal todos os dias.

- A vida é demasiado curta para gastar dinheiro em iphones, ipads e aicenas. Gasta esse dinheiro para viajar.

- A vida é demasiado curta para veres séries e filmes no pc enquanto comes que nem uma baleia. Sai de casa, vai ao teatro, vai a concertos (se poupares dinheiro não são tão caros quanto isso).

- A vida é demasiado curta para gastar dinheiro em roupas caras cujo preço de umas calças dava para visitar três capitais europeias.

- A vida é demasiado curta para amuos e birras, para pensares que "nunca vou conseguir". Atira-te para as coisas..se correr mal aprendes com a lição. Se correr bem é uma experiência nova na tua vida.

- Não penses que vais fazer aquilo amanhã porque não vais. Faz hoje.

E podia continuar...mas acho que por hoje já chega :p

Circo em direto

Neste momento, sinto-me envergonhada. Tão envergonhada que só me apetece olhar e assobiar para o lado fingindo que não é nada comigo. 

O que temos vindo a asssistir é uma fantochada tão grande que por todos é motivo de chacota. Todos os dias as redes sociais são palco de videos/músicas/piadolas sobre o suposto "divórcio" Passos Coelho vs Portas. Ora avança ora recua, ora dá-me mais poder ora vai-te embora, ora põe lá mais ministros meus ora tira... É um autêntico divórcio em direto em que todos os portugueses se fazem passar por conselheiros matrimoniais tentando tudo por tudo que o casamento vá em frente, pelo menos até a criança ter idade para crescer sem problemas (Portugal). 

Esses mesmos Portugueses, que até à bem pouco tempo, enchiam as ruas de manifestações e greves são os mesmos que, tendo tido um ligeiro vislumbre da situação caótica em que o país pode ficar sem governo, rapidamente se encolheram e agora sim, apelam a toda a força que eles se entendam. 

Toda a gente percebeu agora que, eleições antecipadas seria uma catástrofe. Toda a gente percebeu que não se brinca às demissões. Toda a gente percebeu que o "está na hora, está na hora, está na hora do governo ir embora" tão apregoado pelos sindicalistas pode significar um precipício em direção à Grécia.

Claro que ninguém gosta do governo, claro que ninguém fica indiferente às medidas de austeridade. Mas olhando à nossa volta não há melhor. O governo tem-nos lixado a vida é certo, mas quais as soluções? O tal de Seguro que de seguro não tem nada? 

É preciso ter calma. Deixar que pelo menos se cumpra o estabelecido pela Troika e esperar, esperar que surja alguma alma iluminada que se chegue à frente e tome as rédeas do país. 



domingo, 9 de junho de 2013

Lembram-se...?

Lembro-me das conversas de antigamente com os amigos quando juntos relembrávamos os velhos tempos. 

"- Eiiih, nunca mais soube nada daquele rapaz Y. Éramos tão bons amigos no ciclo! E aquela rapariga muito engraçada que andou conosco na primária...lembram-se?"

-"  Também nunca mais soube nada deles... ouvi há uns tempos que tinham mudado de cidade/escola/tinham emigrado/andavam metidos em cenas estranhas etc. "

Naquela altura, ninguém sabia ao certo o que cada um fazia ou deixava de fazer. Ninguém sabia onde estudavam ou com quem namoravam. Ninguém sabia se tinham viajado ou feito novos amigos. 

Entretanto, surgiu uma coisa chamada facebook e  aos poucos as conversas mudaram: 

- "Eiiih, nunca mais soube nada daquele rapaz Y. Éramos tão bons amigos no ciclo. E aquela rapariga muito engraçada que andou conosco na primária..lembram-se?"

- "Olha, ele, anda neste momento na faculdade xpto e namora com uma rapariga chamada X que anda no curso Y. Ah, e parece que anda sempre metido em festas porque todos os dias aparecem fotos dele nas discotecas da moda. E olha, parece que os pais se divorciaram porque vi no facebook da mãe dele que ela está solteira. E a outra tal rapariga, trabalha agora no local Y e namora com um rapaz bem giro que trabalha no local Z. Parece que eles se estão a dar bem e que viajaram no fim de semana passado para o sítio X". 

E pronto, 
em meia dúzia de minutos consegue-se agora traçar todo o percurso de vida de alguém de uma forma quase assustadora. 
É arrepiante pensar na forma como a nossa vida se encontra agora exposta. Parece que a privacidade e a discrição são coisas do passado.

terça-feira, 28 de maio de 2013

O que corre sempre mal mesmo quando corre bem...

Já várias vezes assisti à mesma cena e já várias vezes vivi eu própria a mesma cena. E que cena é essa?

Aquela cena em que ouvimos alguém se lamentar constantemente de algo que lhe corre mal. Aquela cena em que a pessoa comenta "demorei imenso a chegar porque apanho sempre os semáforos vermelhos.." ou "já sabia que me ia calhar o pior tema do trabalho...calha-me sempre o pior!", ou "já sabia que me ia calhar os restos da comida da cantina...nunca apanho a comida fresca!". E por aí fora...

A verdade é que nós formatamos tanto o nosso cérebro para algo que supostamente nos corre sempre mal que, quando corre bem, não damos por isso. Ou se corre bem é porque foi apenas uma  feliz coincidência que não se voltará a repetir. Por outro lado, quando corre mesmo mal, fazemos questão de gritar ao mundo "eu bem vos disse que apanho sempre os semáforos vermelhos/pior tema do trabalho/restos da cantina!" quase que felizes por mostrarmos a todos que somos de facto uns pobres coitados. 

E se há algo que me diverte é apontar o dedo - no bom sentido- a essas pessoas "olha..hoje até apanhaste a melhor coxa do frango..!" ou "olha, hoje apanhaste quase todos os semáforos verdes...". Na maior parte dos casos segue-se o famoso encolher de ombros e a resposta "oh, foi sorte..".








terça-feira, 21 de maio de 2013

Existem músicas

Existem músicas que te marcam.
Existem músicas que já te fizeram sorrir ontem e que hoje te fazem chorar.
Existem músicas que te arrepiam com as lembranças que te trazem.
Existem músicas que te recusas voltar a ouvir.
Existem músicas que te forças a ouvir para sentires pena de ti própria e assim poderes chorar à vontade.

Existem músicas que ontem te fizeram sorrir e que hoje te fazem chorar,
e a melhor sensação de todas é dares por ti,
a ouvir a música que ontem te fez chorar,
e que hoje te faz sorrir.

..."People are strange"...

;)