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sábado, 21 de setembro de 2013

A moda da "fofização"

Tenho assistido, nos últimos tempos, a uma nova corrente em crescimento: a "fofização massiva". 

De repente, passou ser moda dizer "adoro/amo" sobre tudo e mais alguma coisa. Tanto dizem que "amam" um par de chinelos como dizem que "amam" o namorado ou o gato da vizinha. De repente, comecei a ver corações em todo o lado: é <3 na foto da carteira ali da feira de Carcavelos, é <3 do bolo de chocolate da padaria da esquina, é o <3 no hamburguer do McDonalds entre outras coisas extremamente valiosas.



E depois, a nova onda de chamar "baby, bby, love, querida, linda" a tudo e todos. Eu trato as minhas amigas ou pelo nome próprio ou pelo apelido (mesmo à javarda nortenha) e não é por isso que gosto menos delas (aliás, acredito que se a algumas chamasse de "baby" o mais certo era levar com uma resposta torta tipo "-baby o carago!"). 


Esta banalização do "amo/adoro" tira todo o sentido poderoso que essas palavras encerram. Eu cá prefiro guardá-las para os momentos certos porque aí sim terão o seu verdadeiro significado.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Falta de talentos

Um dos meus maiores desgostos é não ter qualquer talento. A minha vida foi desde cedo pautada por sucessivos falhanços na minha vã tentativa de desenvolver algum talento. Música, coro, natação, dança...em nada consegui chegar ao topo...aliás, nem a mediana cheguei. Não sei se tal se deveu a falta de talento ou pura e simplesmente a falta de empenho.

Optei por me dedicar em exclusivo aos estudos porque cheguei à conclusão que era uma área em que pelo menos tinha sucesso e na qual me conseguia distinguir.

Pensei que o meu talento estava descoberto. Até ao dia em que me deparei com pessoas que conseguiam aliar na perfeição os estudos com outras atividades. Ora andavam nos escuteiros,ora andavam nas artes, ou faziam voluntariado, ou cantavam no coro da igreja ou faziam surf.. A minha vida ao lado daquela gente era vergonhosamente monótona. 

A gota d'água foi quando descobri que uma das maiores atadinhas e nerdiznhas que conheço, tocava orgão na missa e dava catequese. Ou a minha amiga Y que no meio das suas múltiplas atividades na faculdade ainda participava num curso de horticultura. 

Senti-me uma nulidade para a sociedade naquele momento. E sim, de repente, quase corri para me inscrever nas dança de salão, ou no karaté, ou num curso de costura e bordados, ou num curso de identificar cogumelos ou num curso de japonês... no fundo, senti uma necessidade louca de fazer algo de diferente que me diferenciasse e me tornasse mais interessante. 

E por isso, é que, asssumo aqui, o compromisso de que em setembro, (depois de aproveitar bem as férias), darei início ao um novo "eu". Não sei em que raio me vou meter, mas,nem que seja dançar rancho na associação recreativa da terrinha...eu vou fazer algo de diferente!




sexta-feira, 5 de julho de 2013

As minhas leis

Eu, como defensora assumida do "viver a vida ao máximo" deixo aqui as "leis" da doutrina por mim defendida. É isto que eu sigo, é isto que até hoje me tem feito feliz e realizada. Ora então:

- A vida é demasiado curta para idealizar uma viagem com anos de antecedência: vê viagens baratas, compra e vai.

- Não estejas à espera do melhor momento para viajar. Nunca vai haver o "melhor momento". Caso tenhas dinheiro e companhia (uma pessoa chega) manda-te pra fora.

- A vida é demasiado curta para remoer histórias do passado. Aquela amiga foi uma bitch contigo na Era dos Dinossauros e agora não há dia em que não fales mal dela? Nada disso. Segue em frente, cumprimenta educadamente essa tua ex amiga e porque não manteres uma conversa cordial?

- A vida é demasiado curta para viveres presa a rapazes que não te merecem. "ai, que ele é tão lindo só tem o defeito de ser ciumento/ser pouco inteligente/andar com más companhias/ser agressivo comigo/nunca me dar atenção..." Deixa-te disso. Há muito bom homem por aí à espera de uma miúda como tu.

- A vida é demasiado curta para cozinhar. Faz tostas mistas ou come cereais.

- A vida é demasiado curta para passar apontamentos a limpo e fazer resumos todos bonitinhos. Nada disso. Estuda sem essas merdinhas que poupas muito tempo.

-A vida é demasiado curta para estares rodeada de "amigas" que não te dizem nada. Seleciona amizades e canaliza a tua energia para essas pessoas.

- A vida é demasiado curta para tornares a vida dos teus pais um inferno. Deixa-te de birras, trata-os bem e, enquanto não ganhares para ti evita pedir-lhes coisas como se fosse natal todos os dias.

- A vida é demasiado curta para gastar dinheiro em iphones, ipads e aicenas. Gasta esse dinheiro para viajar.

- A vida é demasiado curta para veres séries e filmes no pc enquanto comes que nem uma baleia. Sai de casa, vai ao teatro, vai a concertos (se poupares dinheiro não são tão caros quanto isso).

- A vida é demasiado curta para gastar dinheiro em roupas caras cujo preço de umas calças dava para visitar três capitais europeias.

- A vida é demasiado curta para amuos e birras, para pensares que "nunca vou conseguir". Atira-te para as coisas..se correr mal aprendes com a lição. Se correr bem é uma experiência nova na tua vida.

- Não penses que vais fazer aquilo amanhã porque não vais. Faz hoje.

E podia continuar...mas acho que por hoje já chega :p

Circo em direto

Neste momento, sinto-me envergonhada. Tão envergonhada que só me apetece olhar e assobiar para o lado fingindo que não é nada comigo. 

O que temos vindo a asssistir é uma fantochada tão grande que por todos é motivo de chacota. Todos os dias as redes sociais são palco de videos/músicas/piadolas sobre o suposto "divórcio" Passos Coelho vs Portas. Ora avança ora recua, ora dá-me mais poder ora vai-te embora, ora põe lá mais ministros meus ora tira... É um autêntico divórcio em direto em que todos os portugueses se fazem passar por conselheiros matrimoniais tentando tudo por tudo que o casamento vá em frente, pelo menos até a criança ter idade para crescer sem problemas (Portugal). 

Esses mesmos Portugueses, que até à bem pouco tempo, enchiam as ruas de manifestações e greves são os mesmos que, tendo tido um ligeiro vislumbre da situação caótica em que o país pode ficar sem governo, rapidamente se encolheram e agora sim, apelam a toda a força que eles se entendam. 

Toda a gente percebeu agora que, eleições antecipadas seria uma catástrofe. Toda a gente percebeu que não se brinca às demissões. Toda a gente percebeu que o "está na hora, está na hora, está na hora do governo ir embora" tão apregoado pelos sindicalistas pode significar um precipício em direção à Grécia.

Claro que ninguém gosta do governo, claro que ninguém fica indiferente às medidas de austeridade. Mas olhando à nossa volta não há melhor. O governo tem-nos lixado a vida é certo, mas quais as soluções? O tal de Seguro que de seguro não tem nada? 

É preciso ter calma. Deixar que pelo menos se cumpra o estabelecido pela Troika e esperar, esperar que surja alguma alma iluminada que se chegue à frente e tome as rédeas do país. 



domingo, 9 de junho de 2013

Lembram-se...?

Lembro-me das conversas de antigamente com os amigos quando juntos relembrávamos os velhos tempos. 

"- Eiiih, nunca mais soube nada daquele rapaz Y. Éramos tão bons amigos no ciclo! E aquela rapariga muito engraçada que andou conosco na primária...lembram-se?"

-"  Também nunca mais soube nada deles... ouvi há uns tempos que tinham mudado de cidade/escola/tinham emigrado/andavam metidos em cenas estranhas etc. "

Naquela altura, ninguém sabia ao certo o que cada um fazia ou deixava de fazer. Ninguém sabia onde estudavam ou com quem namoravam. Ninguém sabia se tinham viajado ou feito novos amigos. 

Entretanto, surgiu uma coisa chamada facebook e  aos poucos as conversas mudaram: 

- "Eiiih, nunca mais soube nada daquele rapaz Y. Éramos tão bons amigos no ciclo. E aquela rapariga muito engraçada que andou conosco na primária..lembram-se?"

- "Olha, ele, anda neste momento na faculdade xpto e namora com uma rapariga chamada X que anda no curso Y. Ah, e parece que anda sempre metido em festas porque todos os dias aparecem fotos dele nas discotecas da moda. E olha, parece que os pais se divorciaram porque vi no facebook da mãe dele que ela está solteira. E a outra tal rapariga, trabalha agora no local Y e namora com um rapaz bem giro que trabalha no local Z. Parece que eles se estão a dar bem e que viajaram no fim de semana passado para o sítio X". 

E pronto, 
em meia dúzia de minutos consegue-se agora traçar todo o percurso de vida de alguém de uma forma quase assustadora. 
É arrepiante pensar na forma como a nossa vida se encontra agora exposta. Parece que a privacidade e a discrição são coisas do passado.

terça-feira, 28 de maio de 2013

O que corre sempre mal mesmo quando corre bem...

Já várias vezes assisti à mesma cena e já várias vezes vivi eu própria a mesma cena. E que cena é essa?

Aquela cena em que ouvimos alguém se lamentar constantemente de algo que lhe corre mal. Aquela cena em que a pessoa comenta "demorei imenso a chegar porque apanho sempre os semáforos vermelhos.." ou "já sabia que me ia calhar o pior tema do trabalho...calha-me sempre o pior!", ou "já sabia que me ia calhar os restos da comida da cantina...nunca apanho a comida fresca!". E por aí fora...

A verdade é que nós formatamos tanto o nosso cérebro para algo que supostamente nos corre sempre mal que, quando corre bem, não damos por isso. Ou se corre bem é porque foi apenas uma  feliz coincidência que não se voltará a repetir. Por outro lado, quando corre mesmo mal, fazemos questão de gritar ao mundo "eu bem vos disse que apanho sempre os semáforos vermelhos/pior tema do trabalho/restos da cantina!" quase que felizes por mostrarmos a todos que somos de facto uns pobres coitados. 

E se há algo que me diverte é apontar o dedo - no bom sentido- a essas pessoas "olha..hoje até apanhaste a melhor coxa do frango..!" ou "olha, hoje apanhaste quase todos os semáforos verdes...". Na maior parte dos casos segue-se o famoso encolher de ombros e a resposta "oh, foi sorte..".








terça-feira, 21 de maio de 2013

Existem músicas

Existem músicas que te marcam.
Existem músicas que já te fizeram sorrir ontem e que hoje te fazem chorar.
Existem músicas que te arrepiam com as lembranças que te trazem.
Existem músicas que te recusas voltar a ouvir.
Existem músicas que te forças a ouvir para sentires pena de ti própria e assim poderes chorar à vontade.

Existem músicas que ontem te fizeram sorrir e que hoje te fazem chorar,
e a melhor sensação de todas é dares por ti,
a ouvir a música que ontem te fez chorar,
e que hoje te faz sorrir.

..."People are strange"...

;)


quarta-feira, 15 de maio de 2013

Existem rapazes perfeitos

( Muitas raparigas sonham em conhecer o rapaz perfeito. Todas nós já fizemos listas mentais de todos os parâmetros que o  futuro amor da nossa vida deveria cumprir. Eu fiz. E encontrei. 

Encontrei alguns que correspondiam a tudo aquilo que poderia imaginar. Bons cursos, bonitos, divertidos e inteligentes. Era tamanha a perfeição que à minha frente não via já a pessoa real mas a pessoa por mim idealizada. 

Aos poucos e poucos fui-me apercebendo de pequenos detalhes que pareciam escapar à tal perfeição: 
 "ele nunca pergunta nada acerca da minha vida...mas que se lixe, eu prefiro ouvir que falar.." ; "ele nunca me pagou nem um único café...que estranho, mas que se lixe, isso são ideias feministas"; "tirei boa nota e ele não deu importância nenhuma..oh, mas também ele devia estar ocupado"; "ele passou o dia todo sem mandar mensagens..oh, mas disse que estava entretido com os amigos..". 
Não foi preciso muito tempo até o encantamento se quebrar e perceber que afinal não bastava cumprir os parâmetros. Era preciso haver sintonia, espontaneidade e não forçar algo que nunca existiu.

Um dia conheci alguém que fugia a todos os parâmetros. Na noite que o conheci usava um piercing, estava vestido à guna, era de uma aldeia transmontana e ainda não tinha acabado o curso. Nunca na minha vida iria ter nada com ele...pensei eu. 

Pois...passado algum tempo vim a descobrir que ele já não usava o piercing, que a roupa à guna tinha sido apenas durante a queima das fitas e que fora isso era um betinho (confessa-te!!), que o facto de ser de uma aldeia o tornou ainda mais interessante que não só acabou o curso como lia Dostoiévski, Kafka e Orwell. 

Toda a perfeição que eu procurava existia de facto mas estava camuflada. Isso impediu que eu construísse uma ideia surreal do que ele era. 

Existem rapazes perfeitos, acreditem. Não estão é com um rótulo na testa. Estão escondidos e toda a tarefa de descobrir essa perfeição tem um nome...chama-se  a esse processo "apaixonar" )
:)





quinta-feira, 2 de maio de 2013

Relativizar os problemas

Existem três tipos de pessoas: as que minimizam ao máximo os seus problemas, as que fazem um drama por tudo e por nada e por fim, as que oscilam entre um e outro tipo consoante a fase da vida (sou eu o exemplo).

Há dias em que quando algo de menos bom acontece penso sempre: "o importante é ter saúde; pior pior estão as pessoas que estão desempregadas, pior pior estão as criancinhas que passam fome em África". Encaro corajosamente os problemas, não dramatizo e tento seguir a minha vida sempre com um sorriso nos lábios. 

Contudo, há outros dias em que o simples facto de não saber o que vestir para uma festa é um autêntico drama. Ou aqueles dias em que aquele professor foi mais azedo conosco o que nos deixou quase a chorar. Ou aqueles dias em que o teu namorado te mandou mensagens menos queridas o que te deixa capaz de fazer constantes dramas sobre o facto dele já não gostar de ti. 

Mas, mal por mal, prefiro oscilar entre ambos os estados do que pertencer apenas um extremo. Não acho que seja saudável acharmos que os nossos problemas nunca são suficientemente importantes ao lado dos outros e guardá-los todos para nós. Também não acho saudável aquelas pessoas que constantemente pintam um cenário negro por coisas insignificantes. 

Há que atingir o equilíbrio e isso consegue-se atingir contando tudo aos nossos amigos. Eles, estando de fora da situação, saberão avaliar de facto se o que julgamos ser ou não um problema é válido ou não. 


segunda-feira, 29 de abril de 2013

As bitches da minha vida

Como gosto de ver sempre o lado positivo das coisas, quero acreditar que é "saudável" ter uma bitch na nossa vida. 

Durante muito tempo estive sempre rodeada por boas pessoas: honestas, civilizadas e com boas intenções. Cheguei a uma fase da minha vida em que achava que o mundo era cor-de-rosa, em que achava que as pessoas não eram más mas sim "menos boazinhas". Enfim, era uma atada. 

De repente, apareceu a primeira "bitch" na minha vida. No início, como não via maldade em ninguém, dei-lhe uma oportunidade e dizia a toda a gente: "ooh..eu sei que ninguém gosta dela mas até tem sido simpática comigo e estamo-nos a dar mesmo bem". Pois, pois... depois de uns meses, comecei a perceber que alguma coisa nela não me soava bem, e aos poucos e poucos fui-me apercebendo do quão reles ela era. Contudo,  mesmo tendo ela me feito coisas graves (como roubar) , na altura não tinha "tomates" para a enfrentar. Fugi de mansinho e nunca mais a encarei. 

Há algum tempo atrás apareceu a segunda grande "bitch" na minha vida. Mais uma vez, sabia que a pessoa em questão não era dada à educação mas como tinha que conviver obrigatoriamente com ela fingia ignorar as conversas dela ao telemóvel pautadas por "a piii piii put* pii fod*-se, vai pro cara**, tens a ** da mania".
Até que um dia, a má educação dela me atingiu diretamente através de mensagens. 

Respirei fundo e senti que algo em mim tinha mudado. Percebi que tinha que ter confiança em mim, que não podia rebaixar-me perante pessoas sem qualquer caráter e educação. Percebi que ao longo da nossa vida muitos vão ser aqueles que, por pura maldade, nos vão tentar deitar abaixo e que se deixarmos, perdemos toda a credibilidade. E foi assim que,com educação, com um discurso frio e certeiro, consegui desarmar completamente a dita cuja que ingenuamente pensou que eu iria alinhar com ela numa batalha tipo peixeira do mercado do bolhão.

E por isso, aqui fica um agradecimento público, às bitches da minha vida, que me ajudaram a tornar uma pessoa mais forte e confiante. 







quarta-feira, 24 de abril de 2013

"França aprovou casamento Gay"

Vejo na televisão, os confrontos em Paris e fico incrédula. Incrédula porque é-me completamente impossível imaginar, quem se dá ao trabalho de sair de casa e andar à porrada com a polícia por uma decisão que não lhes afeta minimamente a vida. 

Pensava eu, inocentemente, que o preconceito já tinha passado a sua fase negra. Pelos vistos estou enganada. E deixa-me profundamente incomodada viver numa sociedade retrógada onde ainda não aceitaram que existe naturalmente quem goste de pessoas do mesmo sexo. Não se escolhe, acontece. 

Eu pergunto aos homofóbicos: o que é que os que vocês auto-intitulam de "paneleiros" e "fufas" vos vão influenciar a vida? Nada. Rigorosamente nada. 

Custa olhar para um casal de mão dada? Custa ver uma troca de beijos pública? Talvez no início seja estranho, é certo, mas não há muito tempo atrás, uma mulher divorciada era igualmente olhada de lado por todos. 

Resta-nos esperar que o tempo trate de formatar as próximas gerações no sentido da  igualdade. Quantos às gerações passadas, acredito que pouco haja a fazer. 


sábado, 20 de abril de 2013

I love Porto

O céu está azul tão azul! Cheira a primavera, aquele cheiro adocicado e fresco que entra direto pelo nosso nariz em direção ao nosso cérebro despoletando uma vaga de boa disposição.
Ouvem-se os passarinhos a cantar numa luta cruel contra o sonoro burburinho da cidade. 
A temperatura está ideal. Sente-se aquele calor bom, como se o sol nos estivesse a fazer festinhas na cara. 
As pessoas circulam já não com um ar carrancudo, carregadas de roupa e de guarda-chuvas destruídos, mas sim, com calções e t-shirts coloridas. 
Há cafés e esplanadas por todo o lado, cheias de vida, com comida da boa. 

Eu, observo os turistas que passam por mim com uma ponta de orgulho. Olho para aquela quantidade enorme de turistas alemães e não resisto a pensar "fazem de nós uns pobretanas sem futuro, mas quem dera a vocês viverem num país como o nosso!". 

Depois de ter viajado por quase toda a Europa, nenhuma, mas mesmo nenhuma cidade conseguiu superar a cidade do Porto. Não houve nenhuma cidade que conseguisse reunir todas as características que o Porto reúne: bom clima, boa comida (as saudades que tive da comida!), pessoas simpáticas, bons preços, uma oferta cultural bastante razoável e segurança. 

Por isso é que às vezes me revolta o estado em que o País chegou. Portugal tem tudo para ser um país de sonho e no entanto, não soube aproveitar o que de melhor tem. Caramba! Portugal foi o país que se lançou aos mares à descoberta do desconhecido enquanto os outros viviam no medo e na ignorância...e agora, ajoelha-se perante uma Europa pedindo esmola numa vã tentativa de se erguer de novo. 





sábado, 13 de abril de 2013

Ser hipocondríaca e...


frequentar um curso da área da saúde é uma autêntica tortura psicológica.

Enquanto andava entretida com as quimicas ( <3 ) e com as biologias (blhec!) vivia alegremente na ignorância, sem saber o que raio acontecia no nosso organismo.

Tudo piorou quando entraram em cena as cadeiras de fisiologia e farmacologia que me começaram a apresentar o "maravilhoso" mundo das doenças. Depois vieram outras tantas que vieram despertar em mim todo um estado de alerta perante a mínima coisa. 

Na hematologia, olhava para mim no espelho para ver se estava pálida. Sentia-me na altura cansada e fraca. Na minha cabeça tinha já uma anemia. 
Na bacteriologia corri para o centro de saúde para tomar a vacina do tétano (1 mês antes do previsto) com medo que se me desse um ataque de espasmos. 
Na parasitologia obriguei a minha mãe a cozinhar os bifes quase até esturricarem porque na minha cabeça só via ali parasitas capazes de destruírem o meu sistema intestinal.
Na dermatologia, olhava constantemente para minha pele achando-a tremendamente seca e foi um tal passar creme durante os dias que antecederam o exame. 
Para melhorar ainda, segue-se a toxicologia onde aprendemos que um simples paracetamol tem a capacidade de nos destruir o fígado.

Este fim-de-semana tem sido passado a estudar a diabetes...e adivinhem?

De repente deram-me constantes ataques de sede e uma fome devoradora. 

Mas, apesar de tudo, não trocava o meu curso por nenhum. Nem o meu curso, nem as pessoas que com ele o partilho ;)

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Ser o melhor vs Ser mediano

Muita gente não sabe da ingratidão que é "ser o melhor". "Ser o melhor" implica traçares objetivos e atingi-los. Uma vez atingidos, eleva-se a fasquia e tenta-se alcançar mais e mais. É uma escalada sem fim . 

Ser "mediano" é não ter objetivos traçados: o que acontecer acontece. Não há qualquer tipo de pressão nem ambição. É uma vida ingenuamente fácil e simples. 

Para os "melhores" um sucesso é irrelevante: 
- "o Y teve alta nota! Oh, mas também dele não se esperava outra coisa..."- comentam os outros encolhendo os ombros.
 Um insucesso, é por sua vez exacerbado ao máximo:
-  "Viste a nota do Y??? o que se terá passado?? não parece nada dele!!" - cochicham as pessoas entre si. 

Um mediano não tem esse tipo de pressão em cima. Um insucesso é desvalorizado. Um sucesso é por todos aplaudido. 

Quero acreditar que "ser o melhor" ainda compensa. Pode não haver emprego, pode o mercado de trabalho estar pela hora da morte...mas pelo menos enquanto tivermos objetivos e ambição de ser mais e melhor nada está perdido. Pelo menos, fora de Portugal não está. 

sábado, 6 de abril de 2013

O fim de uma amizade

Sempre me questionei sobre "como acabar com uma amizade".
É normal que com o tempo as pessoas que considerávamos como melhores amigas mudem. Não para melhor ou para pior, simplesmente mudam. Chega a um ponto em que nos deixamos de identificar com essas pessoas. Acontece. 
No início tentamos ignorar isso e continuamos a tentar forçar uma amizade que já não faz sentido. Até que,  deixamos de querer estar com essa pessoa. Fartamo-nos de fazer um teatro fingindo que está tudo bem.
E agora, o que fazer?
Na maioria dos casos, começamos a evitar estar com essas pessoas. E vai-se lentamente instalando um mau estar em que permanecemos presos a essa amizade sem saber muito bem como nos desprendermos de vez. 
Quando isso acontece num namoro, há um "guião" que toda a gente conhece, mas no caso das amizades não faz grande sentido. 

"-Olha precisamos de falar".
"-O que se passa?"
- "Acho que a nossa amizade não está a resultar. O problema não és tu, sou eu. Somos incompatíveis. Já não sinto por ti a amizade que sentia".
-"E agora, que vai ser de nós?"
-"Acho melhor cada uma seguir a sua vida. Certamente que vais arranjar amigas melhores que eu, que mereçam a tua amizade".

Pois. É ridículo. Como tal não é possível, entramos assim num ciclo estranho em que não sabemos como lidar com a situação e esperamos que o tempo se encarregue de nos afastar. 
É um fim que não é um fim. Sentimos constantemente culpadas por deixar de lado alguém,embora saibamos que aquela amizade já não tem retorno.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Quando te sentes a mais inculta do grupo...

Já várias vezes me aconteceu a mesma situação. Estou numa conversa entre amigos até que, no meio da conversa sai algo como "um filme muito bom foi aquele xpto"... Ao que tu, inocentemente respondes: "hum, ainda não calhou ver esse filme, tenho que o ver". 

De repente o mundo pára. O tempo pára. E vês em "slow motion" as pessoas a arregalarem os olhos, inspirarem, e explodirem um: "TU NUNCA VISTE O FILME XPTO??".

Naquele momento sentes-te a pessoa mais inculta à face da Terra. Mesmo que domines a atualidade internacional, mesmo que sejas dona de uma teoria altamente fundamentada sobre o estado da Nação, mesmo que saibas debitar todas as capitais europeias, mesmo que leias Saramago...naquele momento és a maior burra que está ali.

E quem fala de filmes, fala de bandas tipo "uauu" super alternativas que eu nunca na vida ouvi falar mas que pelos vistos devia conhecer. 

Aqui me confesso. A minha onda são mesmo os livros. Sempre gostei de ler. Livros de todos os géneros, mas principalmente livros que incluam partes históricas. 

Música, só ouço quando vou correr (?) ou quando ando de transportes públicos. E nesse caso gosto é de ouvir músicas comerciais ("ai q'horror! isso é tãoooo mainstream!". Filmes, vejo os filmes que toda a gente fala e lamento, mas ainda não me dediquei a apreciar o cinema francês nem o cinema de há cem anos atrás. 

Portanto, numa altura que está na moda não estar na moda, parece que me desvio um bocado do padrão da sociedade. Mas não importa. Vou tentando acompanhar o que consigo. Não vou a correr ver o filme XPTO ou ouvir a música daquela banda super cool porque se fosse assim não fazia outra coisa da vida que não fosse andar atrás do que os outros gostam.


sábado, 30 de março de 2013

A amizade é tão lindaaa...Not!

Para muitos a amizade é algo maravilhoso, cheio de corações, fotos fofinhas no facebook com legendas a condizer, declarações do quão alguém é importante. Para essas pessoas a amizade é algo cheio de floreados  e palavras bonitas. Para mim não.

Ter amigos verdadeiros esgota-me. Esgota-me o tempo, a paciência, o dinheiro. Senão vejamos:

Ter amigos verdadeiros implica estar sempre atenta para perceber se ele/a estão bem, implica manter sempre o contacto mesmo que estejamos distantes, implica lembrar-me de todas as datas especiais (audição de canto, exame de condução, exames de faculdade, etc). Implica ter tempo para estar com eles, ouvi-los, aconselhá-los quando estão num momento mau. Implica festejar com eles quando estão num momento bom. E multiplicar isto por 10 pessoas é para mim, humanamente impossível. 

Razão pela qual tive que optar. E dedicar-me em exclusivo a meia dúzia de pessoas que não só retribuem  como ainda fazem mais por mim do que faço por eles. Quanto às outras pessoas que restam, tento dar o melhor de mim sabendo perfeitamente que muitas vezes erro e que não sou de todo a melhor amiga que podiam ter. 

Para muitos a amizade é um diamante perfeito, para mim é um diamante em bruto, que requer muito esforço e dedicação para se transformar um dia em algo maravilhoso.